Você realmente sabe o que é quimioterapia e como ela é feita? Quando esse assunto é mencionado, automaticamente imaginamos pessoas deitadas, recebendo algum medicamento na veia e aparentemente apresentando perda de peso e cabelo, porém essa é uma visão um tanto quanto equivocada do que realmente é esse tratamento e de todas as características que o mesmo apresenta.

Nesse post vamos abordar todos os aspectos que devem ser do conhecimento tanto de pacientes quanto de amigos e familiares, de modo a conscientizar sobre o que se pode esperar quando há ordem médica para iniciar a quimioterapia. Além disso, falaremos também sobre o que deve ser feito antes, durante e depois as sessões e as principais dúvidas que podem surgir. Para conferir cada tópico, basta continuar a leitura abaixo.

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O que é quimioterapia e para que ela serve?

Explicando da forma mais simples possível o que é quimioterapia, podemos dizer que ela corresponde à utilização de medicamentos específicos, conhecidos como quimioterápicos, que visam “atacar” as células cancerígenas presentes em um organismo e, consequentemente, o tumor maligno em si. Cada medicamento, porém, possui uma função diferente, que determinará também sua forma e período de aplicação, o que significa basicamente que uma pessoa não necessariamente terá um tratamento exatamente igual ao de outra. Fizemos um post explicando a diferença entra a quimioterapia branca e vermelha e alguns cuidados que você deve tomar.

Segundo informações do Centro de Combate ao Câncer, localizado em São Paulo, e do Instituto Nacional do Câncer, a quimioterapia também não deve ser vista como a principal solução para se destruir um tumor maligno, pois pode até mesmo auxiliar outros procedimentos. Suas finalidades, portanto, são:

  • CURATIVAS: quando de fato é aplicada com a finalidade de destruir o tumor completamente, sendo indicada em casos de leucemias agudas e outros;
  • ADJUVANTE: quando é aplicada após uma cirurgia utilizada para retirada do tumor, com a finalidade de eliminar células cancerígenas que tenham restado no local operado ou ao seu redor. Dessa forma, evita-se que se proliferem novamente;
  • PRÉVIA OU NEOADJUVANTE: quando é utilizada para reduzir o tamanho do tumor e a quantidade de células cancerígenas presentes do local, de modo a prepara-lo para retirada via cirurgia ou até mesmo radioterapia;
  • PALIATIVA: quando não é utilizada com a finalidade de cura, ou seja: quando não irá destruir ou diminuir o tumor. Sua função é basicamente melhorar a qualidade de vida do paciente e atuar como uma sobrevida quando os medicamentos não surtem mais efeito nas células que devem ser destruídas.

Outro ponto importante a ser citado, quanto queremos entender o que é quimioterapia e suas diferentes funcionalidades , é que, ao contrário do que muitos pensam, existe uma grande diferença entre ela e a radioterapia, citada acima. A primeira, como explicado, é empregada utilizando diversos medicamentos para atingir as células cancerígenas de forma a reduzi-las ou eliminá-las, a depender dos tratamentos indicados pelos médicos. Porém, como as formas de aplicação desses medicamentos consiste em atingir a corrente sanguínea, as células saudáveis de muitos tecidos também são atingidas.

A radioterapia, por outro lado, consiste em aplicação de radiação local, exatamente na área do tumor, tomando os devidos cuidados para não atingir as áreas vizinhas, de tecido saudável. O processo não costuma causar dor, e pode ser empregado em um dos casos abaixo, após quimioterapia ou de forma isolada:

  • Com atuação NEOADJUVANTE, antes da cirurgia, para diminuir o tamanho do tumor;
  • Com atuação ADJUVANTE, após a cirurgia, para retirada de células cancerígenas restantes que podem se proliferar;
  • Com atuação PALIATIVA, com a finalidade de controlar sintomas causados pelo tumor.

Agora que você já sabe de fato o que é quimioterapia, veja abaixo como ela é feita e quais tipos de medicamentos podem ser utilizados.

Como é feita a quimioterapia?

Como é feita a quimioterapia?

Como citamos no início do post, a imagem que grande parte das pessoas quando pensam o que é quimioterapia é extremamente equivocada, uma vez que ela pode ser aplicada de diversas formas diferentes. Portanto, esqueça as típicas representações de pessoas deitadas ao lado de outras recebendo medicamentos nas veias e conheça abaixo todos os diferentes tipos de aplicações, segundo o Centro de Combate ao Câncer:

  • APLICAÇÃO ORAL: ao contrário do que muitos imaginam, é possível combater o câncer através de medicamentos ministrados de forma oral, ou seja: que devem ser engolidos. São trabalhados em forma de cápsulas, comprimidos e até mesmo líquidos;
  • APLICAÇÃO INTRAMUSCULAR: os medicamentos são aplicados através de injeções diretamente no músculo;
  • APLICAÇÃO SUBCUTÂNEA: como o nome sugere, é a aplicação feita através de injeções abaixo da pele. Porém, é preciso saber que o tecido atingido é o gorduroso logo acima dos músculos;
  • APLICAÇÃO INTRATECAL: a aplicação do medicamento é feita diretamente no líquido da espinha, o que faz com que seja uma das opções menos utilizadas pelos médicos. Não pode ser realizada por enfermeiros, e pode até mesmo ser feita no centro cirúrgico para evitar complicações;
  • APLICAÇÃO TÓPICA: é feita sobre a pele, com os medicamentos ministrados em forma de cremes ou pomadas. Pode causar vermelhidão ou leve desconforto, sendo necessário procurar o médico ao notar algo fora do normal ou seguir algumas recomendações, como deixar os braços para cima por determinado tempo ou lavá-lo com água corrente;

  • APLICAÇÃO INTRAVENOSA: consiste em aplicar o medicamento diretamente na veia do paciente, preferencialmente através de um cateter. São utilizadas injeções ou diluição em soro.

O cateter, por sua vez, nada mais é que um tubo fino inserido na veia do paciente. Esse tubo contém também um reservatório que deve ser deixado abaixo da pele através de uma breve cirurgia e, embora pareça doloroso e desconfortável, não interfere nos afazeres do dia a dia, mas sim auxilia no tratamento. Segundo o mestre em oncologia Dr. Gustavo Jacob, é um item que precisa ser utilizado somente por quem precisará passar por muitas sessões de quimioterapia, pois evita dores com procuras por veias que estejam em bom estado e com injeções frequentes, uma vez que o líquido será inserido direto no tubo. Dificilmente há complicações e sua retirada também é feita através de um processo rápido, com cortes pequenos que logo após são fechados com pontos.

Vale lembrar novamente que todas essas aplicações fazem com que os medicamentos se misturem com a corrente sanguínea e cheguem até as células que devem ser destruídas, embora atinjam também as que estão saudáveis, com menor intensidade. Entre as drogas que normalmente são aplicadas, as principais, citadas pelo Instituto Nacional do Câncer, são:

  • INIBIDORES MITÓTICOS: tem por função bloquear a divisão celular, ou seja: impedir que as células cancerígenas se espalhem. Para melhores resultados, devem ser administrados junto a outras drogas;
  • ALQUILANTES: possuem a mesma função, evitando que as células se repliquem, e devem igualmente ser trabalhados com outras drogas, apesar de apresentarem bons resultados trabalhadas isoladamente;
  • ANTIBIÓTICOS: produzem radicais livres que reagem às células cancerígenas;
  • ANTIMETABÓLITOS: atua impedindo a multiplicação das células citadas, bem como seu funcionamento no organismo.

Apesar de serem as principais drogas utilizadas no tratamento contra o câncer, não necessariamente há necessidade de cada paciente utilizar todas. Cada caso é estudado cuidadosamente para então serem determinados os ciclos de quimioterapia que serão trabalhados. Esses ciclos, como explicado pelo Dr. Auro Del Giglio, cancerologista e professor de Oncologia, são os períodos de administração de cada medicamento, que devem sempre ser seguidos por um período de repouso. No geral, cada ciclo pode durar algumas semanas, existindo drogas que devem ser administradas a cada 20 dias ou até mesmo semanalmente. Cada ciclo deve ser completado seriamente para obter resultados satisfatórios e, caso não esteja surtindo efeito, novos medicamentos devem ser testados.

Quais os efeitos colaterais da quimioterapia e por que ocorrem?

efeitos colaterais da quimioterapia

Um dos principais medos dos pacientes com câncer sem dúvida são os efeitos colaterais que a quimioterapia pode causar, sendo a queda dos cabelos um dos mais temidos. Entender o motivo por que isso acontece e o que pode ser feito para evitar algo indesejado, por outro lado, pode ajudar a afastar o medo e deixar esse período mais fácil de superar, por isso segue abaixo uma breve explicação.

Como consta em informações disponibilizadas pelo Instituto Nacional do Câncer e clínicas diversas, como a Oncobrasília, não é possível prever o que o paciente de fato sentirá durante o tratamento, uma vez que cada medicamento quimioterápico irá atingir as células saudáveis de uma maneira diferente. Portanto, pode se dizer que os efeitos colaterais serão determinados pelo tipo de medicamento, dosagem, número de aplicações e pelo organismo de cada pessoa. Entre os sintomas e efeitos mais comuns estão:

  • Náuseas e vômitos, que podem ser controladas com alimentação específica e medicamentos receitados pelo médico responsável;
  • Diarreia, que pode ser combatida ingerindo alimentos conhecidos por “segurarem o intestino”;

  • Alterações no ciclo menstrual e até mesmo pausa da menstruação;
  • Queda de cabelo, que pode ser disfarçada com perucas femininas e lenços;

  • Sensação de fraqueza e tonteiras;

  • Aumento ou perda de peso, que pode ser equilibrada através de alimentação e exercícios físicos;
  • Feridas na boca, que podem ser tratadas com alimentos específicos, bem como cremes dentais e escovas próprias para bocas feridas e sensíveis.

É importante frisar que ao término do tratamento todos os efeitos colaterais desaparecem, bem como ocorre a regularização do ciclo menstrual e os cabelos e pelos voltam a crescer. Não é possível determinar o que cada pessoa irá sentir, mas há maneiras de tornar os sintomas menos desagradáveis mesmo antes de cada sessão, e é sobre isso que falaremos abaixo.

Quais cuidados tomar antes, durante e depois de cada sessão?

Para deixar bem completo seu conceito sobre o que é quimioterapia, confira abaixo quais cuidados tomar, e em quais momentos, para tornar suas sessões de  mais fáceis:

O que fazer antes de iniciar as sessões de quimioterapia: 

  • Informe ao médico se está sentindo algum desconforto ou se tomou algum remédio para dor de cabeça, por exemplo, que não tenha sido receitado por ele;
  • Faça todos os exames solicitados pelo médico. Isso é essencial para saber como está sua saúde e determinar quais medicamentos podem ser utilizados na quimioterapia;
  • Evite bebidas alcoólicas. Em pesquisas rápidas na internet é possível encontrar textos afirmando que pequenas doses podem ser ingeridas alguns dias antes e alguns dias depois de cada sessão, porém as fontes aqui citadas frisam que esse tipo de bebida deve ser evitado durante todo o tratamento;
  • Busque ter uma alimentação com menos açúcar e mais fibras, como orientado pelo Dr. Auro, bem como beber bastante água para manter o corpo hidratado.

O que fazer nos dias das sessões de quimioterapia:

  • Nunca faça uma sessão em jejum, e opte por fazer uma refeição leve, sempre de acordo com a orientação de seu médico;
  • Nunca fique sozinha. Leve sempre um acompanhante com você ou mantenha alguém por perto, caso a quimioterapia seja aplicada em sua casa;

  • Informe seu cuidador, médico ou enfermeiro sobre possíveis vômitos ou necessidade de utilizar uma fralda durante a sessão, pois eles saberão o que fazer. Caso ocorram esses episódios, é fundamental haver uma higienização adequada logo em seguida;
  • Ouça música ou leia algo, isso ajuda a fazer o tempo passar mais rápido.

O que fazer depois das sessões de quimioterapia:

  • Descanse bastante e sempre que achar necessário, evitando esforços e carregamento de peso. Segundo o Instituto Nacional do Câncer, um corpo bem descansado responde muito melhor ao tratamento, além de sentir seus efeitos com menor intensidade;
  • Aproveite os próximos 2 dias para beber todo líquido possível, pois isso ajudará a retirar os resíduos de medicamentos que tenham ficado no seu corpo de forma mais rápida;
  • Nesse mesmo período, evite ficar em locais com muitas pessoas, tanto pelo fato de seu corpo ainda estar frágil e haver necessidade de repouso, quanto pelo fato de que, por conta dos resquícios de medicamento, sua saliva, fezes, suor e outras secreções não devem entrar em contato com ninguém.

Mesmo tomando esses cuidados, os efeitos colaterais podem aparecer, por isso converse sempre com seu médico para saber o que pode ser feito a respeito. No caso de náuseas e vômitos, por exemplo, pode ser necessária uma grande mudança na alimentação. Outros casos em que você deve procurar ajuda imediata são:

  • Se sentir dores que não existiam antes de se iniciarem as sessões;
  • Se perceber manchas ou vermelhidão em alguma área do corpo, que são comuns somente nos casos dos medicamentos tópicos;
  • Se sentir dor e até mesmo ardência quando for urinar;
  • Se estiver com febre igual ou superior a 38ºC há pelo menos duas horas;
  • Se sentir falta de ar ou estiver com algum sangramento contínuo, difícil de estancar.

Outros cuidados, de âmbito mais generalizado, podem ser adotados independente do estágio que você esteja no seu tratamento. São eles:

  • Tomar cuidado para não se cortar ao fazer a barba, cortar as unhas ou tirar cutícula. Pequenos cortes podem facilitar o surgimento de infecções;
  • Manter a pele sempre hidratada, mas lembrando de não utilizar hidratantes ou desodorantes que contenham álcool e buscando sempre as opções a base de óleos e ingredientes naturais;

  • Fazer tratamento dentário somente com autorização do seu médico. Antes de começar a quimioterapia, porém, é possível que um check-up bucal seja solicitado, bem como os que irão analisar outras partes de seu corpo;
  • Evitar se expor ao sol sem proteção e sem necessidade. Utilize sempre protetor solar e boné ou chapéu;
  • Não tomar vacinas e remédios que seu médico não tenha receitado;
  • Evitar proximidade com pessoas que tenham algum tipo de infecção ou doenças no geral;
  • Buscar fazer suas atividades normalmente, principalmente atividades físicas, quando os efeitos de cada sessão passarem, lembrando sempre de tomar cuidado com o sol e não se esforçar demais. Caso precise viajar, converse com seu médico antes.

Além da imagem que temos de uma sessão de quimioterapia, que mencionamos mais acima, existem diversos outros mitos que habitam a mente tanto de pacientes quanto das pessoas próximas, muitas vezes passando a sensação de que a vida como era antes deixará de existir. A verdade é que, fora um ou outro efeito colateral e os possíveis desconfortos que podem surgir durante a aplicação dos medicamentos, tudo poderá ser feito normalmente, desde que você fique atento aos exageros.

Não é preciso ficar longe de amigos e familiares, por exemplo, assim como não há por que evitar usar o banheiro que outra pessoa acabou de usar, desde que higienize as mãos corretamente antes e depois. Os amigos e familiares, por sua vez, não precisam temer usar o mesmo ambiente ou a mesma roupa que o paciente, pois não se trata de nada contagioso. Havendo os devidos cuidados para não adquirir infecções, cada paciente pode ter sua vida normal, até mesmo no âmbito sexual. Cada relação, porém, deve ser acompanhada de preservativos ou anticoncepcionais, pois trata-se de um período sensível, e uma gravidez pode deixar o quadro ainda mais delicado.

Mas agora que você já sabe o que é quimioterapia e como ela é feita, fica mais fácil entender o que citamos no início do post, não é mesmo? Esse tratamento vai muito além de simplesmente deitar em um hospital para receber algum medicamento na veia e perder peso ou cabelo por conta disso. Se você foi diagnosticada com câncer, converse com seu médico sobre tudo que descobriu aqui e veja que as sessões podem ser mais tranquilas do que você imaginou.

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Uma das melhores maneiras de superar o câncer é entender exatamente o que é quimioterapia e como ela funciona em detalhes, então consulte seu médico e busque pelo maior número de informações que você conseguir! Muitas pessoas sequer imaginam que existam tantos detalhes como os que citamos nesse post, então nos ajude a transmitir a mensagem de que a vida continua e esse período, tido como tão tenebroso, pode ser mais simples do que parece.

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