Um dos maiores questionamentos das mulheres que precisam fazer tratamento contra o câncer é se a quimioterapia cai o cabelo. Obviamente, essa também vem a ser uma preocupação dos homens, mas até mesmo por questões estéticas quem mais sofre com esse problema é o público feminino. Pensando em esclarecer essa dúvida, separamos abaixo tudo o que você precisa saber em relação a como acontece essa queda.

Como você poderá notar, nem todos os pacientes de quimioterapia passam por esse problema, mesmo ele sendo um dos efeitos colaterais mais comuns. Continue a leitura para saber mais.

Queda de cabelo na quimioterapia: como acontece

A queda de cabelo na quimioterapia é um processo relativamente simples de entender, como explica o oncologista Dr. Rogério Araújo, do Hospital do Câncer de Uberlândia. Porém, segundo o profissional, é preciso ter em mente que nem toda quimioterapia levará à perda dos fios, sendo mais comum que isso ocorra com pacientes que tenham câncer de mama, linfoma ou leucemia, que exigem um tratamento considerado mais forte.

As doses de medicação e o próprio organismo de quem as recebe também podem influenciar na presença da queda ou mesmo na quantidade de fios perdidos, sendo comum existirem pessoas que sofrem uma perda pequena e outras que infelizmente chegam a ter uma perda generalizada. Porém, quando ocorre a queda, de fato é por conta do medicamento.

Isso se dá pelo fato de que, uma vez que são feitos para atingirem as células que se proliferam rapidamente, como as cancerígenas, os quimioterápicos acabam sendo atraídos também para as células saudáveis do organismo que se reproduzem com a mesma velocidade e que, consequentemente, são também atacadas. E esse, infelizmente, é o caso dos folículos pilosos, responsáveis pela produção dos cabelos.

Logo, a queda de cabelo é apenas um dos efeitos colaterais que podem surgir, sendo comum que ocorra também:

  • Perda de todos os pelos do corpo;

  • Alteração na cor e textura das unhas, que também possuem células de rápida proliferação;
  • Alterações na pele;
  • Enjoos e mal-estar, uma vez que o fígado e o intestino também sofrem com o medicamento.

Outros efeitos colaterais também podem surgir, como citado no post O que É Quimioterapia, e podem ser tratados ou combatidos facilmente com os devidos cuidados.

Já em relação à queda de cabelo em si, é importante que o paciente se prepare psicologicamente, como explica o Dr. Rogério Araújo, e entenda que não será algo imediato. Via de regra, a primeira sessão de quimioterapia será realizada e os fios começarão a cair duas semanas depois, o que também não ocorrerá de uma única vez.

Por isso, é comum que os pacientes recebam algumas dicas e orientações médicas, como:

  • Cortar o cabelo o mais curto possível antes mesmo de começar a quimioterapia, para que a perda dos fios não seja um choque;
  • Escolher perucas e lenços que sejam do seu agrado e que possuam a finalidade de disfarçar a queda caso ela de fato seja um incômodo e perceba-se que todos os fios irão cair;
  • Fazer sessões de tratamento psicológico paralelamente, pois as mesmas auxiliam nesse tipo de situação e ajudam o paciente a entender que se trata apenas de um momento passageiro.

Logo, é preciso se preparar para a queda, mas também para o nascimento de novos fios, que normalmente ocorre em torno de três meses após o término das sessões de quimioterapia. Isso é preciso por que o novo cabelo não terá as mesmas características do antigo, o que também pode ser um choque para quem terminou o tratamento.

Mesmo nascendo saudáveis, é provável que levem até um ano para adquirirem o mesmo aspecto de antes, havendo também algumas ressalvas:

  • Quem antes tinha cabelo liso, por exemplo, pode passar a tê-lo levemente ondulado;
  • Alterações de cor também são comuns;
  • A textura em si também pode ser diferente no começo.

Para que cresçam saudáveis e fortes, as dicas dos especialistas incluem uso de vitaminas, alimentação saudável, uso de produtos capilares que não contenham química e uma vida tranquila, de preferência livre de qualquer tipo de stress e repleta de atividades físicas.

Porém, após essa explicação, é possível que ainda restem dúvidas em relação a outro tipo de tratamento contra o câncer que também é conhecido por causar queda de cabelo, e é sobre ele que falaremos abaixo.

Queda de cabelo na radioterapia

Também fortemente adotada para combater tumores cancerígenos, a radioterapia se difere da quimioterapia por realizar um tratamento local, ou seja: enquanto os quimioterápicos entram na corrente sanguínea e atingem não só as células cancerígenas, mas também as saudáveis, causando diversos efeitos colaterais, a radioterapia age localmente, atingindo somente o tumor e a área a sua volta.

Infelizmente isso não significa que os cabelos não podem cair, mas tranquiliza os pacientes pelo fato de que apenas uma parte dos fios podem se perder, isso se o tumor estiver na cabeça. Ou seja, por atingir somente as áreas próximas, é impossível que a radioterapia aplicada ao câncer de mama, por exemplo, cause queda de cabelo.

Porém, se o câncer estiver alojado na cabeça do paciente, provavelmente haverá queda, mas será extremamente menor, uma vez que somente o entorno será atingido. Da mesma forma que na quimioterapia, os fios voltarão a crescer após o término do tratamento, e sempre há as opções adotadas para disfarce, como os lenços e perucas acima citados.

A boa notícia para quem se questiona se a quimioterapia cai o cabelo é que já existem tecnologias capazes de fazer com que a queda seja atenuada em alguns tipos de câncer, como citamos no nosso ebook Queda de Cabelo na Quimioterapia – Tudo o Que Você Precisa Saber. Para conhecer essas tecnologias e saber como passar pelo tratamento sem perder 100% do cabelo, baixe esse material CLICANDO AQUI.

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Ficou ainda alguma dúvida sobre queda de cabelo na quimioterapia?