A existência de quimioterapia branca e vermelha costuma deixar muitos pacientes com dúvidas referente a ação de cada uma e o porquê de utilizar cores para representa-las. Além disso, claro, há também a preocupação em relação aos efeitos colaterais que cada uma pode causar, principalmente no que diz respeito à queda de cabelo, um dos efeitos mais temidos pelas mulheres. Continue a leitura para descobrir qual, afinal, é a diferença entre um tipo e outro de quimioterapia e como eles influenciam na perda dos fios.

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Qual a diferença entre quimioterapia branca e quimioterapia vermelha

É comum encontrar pacientes que acreditam que a diferença básica se dá pelo nível de “agressividade” empregado na luta contra o câncer e também pelo nível de danos que os quimioterápicos podem causar ao organismo. Desse ponto de vista, a quimioterapia vermelha leva esse nome por ser mais agressiva, enquanto que a branca possui efeitos mais brandos. Porém, como todo termo médico, estes dois também possuem significados mais complexos, que podem ser explicados de formas simples.

Como colocado pelo oncologista Artur Malzyner, o que define o nome dos respectivos tratamentos não são seus níveis de agressividade ou danos causados, mas sim a coloração dos quimioterápicos usados. Logo, o correto a afirmar é que:

  • QUIMIOTERAPIA VERMELHA: possui esse nome por causa da Doxorrubicina e da Epirrubicina, principais quimioterápicos empregados, e que adquirem cor avermelhada quando diluídos. Não é indicado para pacientes que possuem problemas cardíacos e pode ser empregada em diversos tipos de tumores, como câncer de ovário e de estômago;

  • QUIMIOTERAPIA BRANCA: tem início normalmente três meses após o emprego da quimioterapia vermelha, e leva esse nome por que seus principais medicamentos, como Paclitaxel e Docetaxel, possuem coloração branca. Não é indicada para todos os tipos de câncer, além de ser contra indicada em alguns casos, como quando o paciente é alérgico aos componentes dos quimioterápicos.

A quimioterapia branca, de qualquer forma, é considerada mais tóxica que a vermelha, não sendo raro encontrar pacientes que sintam queimação e ardência quando o medicamento entra na corrente sanguínea. As reações alérgicas também costumam ser presentes, sendo necessário uma “pré-quimioterapia” antes de cada sessão com medicamentos capazes de amenizar esses efeitos e fazer com que o processo não seja tão incômodo.

Agora, no que diz respeito à queda de cabelo, as reações variam não de acordo com o tipo de quimioterapia aplicado, mas sim de acordo com o corpo de cada pessoa. Ou seja: apesar de tão diferentes, tanto a quimioterapia branca quanto a vermelha podem levar à perda dos fios e de todos os pelos do corpo, pois trabalham com medicamentos que atingem também as células saudáveis e que possuem atividade acelerada, como os folículos pilosos. Esse tópico, inclusive, foi explicado de forma mais abrangente no post sobre o que é quimioterapia e como ela funciona.

Então, se você tinha dúvidas sobre como a quimioterapia branca e vermelha influenciam na queda de cabelo, a solução ideal é conversar com seu oncologista para saber se de fato os medicamentos acima serão utilizados e quais são as chances de atingirem seu couro cabeludo. Como mencionado acima e nos posts anteriores, cada pessoa reagirá de um jeito, existindo até mesmo quem não perca um único fio durante o tratamento, mas a palavra de um especialista é sempre fundamental. Mas, se mesmo assim você não conseguir escapar desse efeito colateral, conte com nossa experiência para obter a melhor peruca para manter sua auto estima, com qualidade superior e um ótimo custo benefício.

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