Quem tem dúvidas sobre o que é alopécia areata encontra muita informação a respeito em pesquisas na internet, mas pode ser que não encontre o que de fato interessa, que diz respeito a quais tratamentos realmente funcionam. Por isso, além de explicar nesse post do que se trata esse tipo de alopecia, iremos também listar os tratamentos que mais surtem efeito e o que mais cada paciente pode fazer para potencializar os resultados.

Então, se você tem alopécia areata ou conhece alguém que tenha, continue a leitura até o final par descobrir o que pode ser feito.

O que é alopécia areata

A alopécia areata é uma doença que atinge os folículos pilosos (estruturas que produzem os pelos), deixando-os inativos. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, somente nos Estados Unidos cerca de 5 milhões de pessoas sofrem com a doença e, desse total, 5% dos casos são considerados raros, onde existe perda total dos cabelos ou de todos os pelos do corpo. Sua divisão pode ser feita em três tipo:

  • Comum: caracterizado pelo surgimento de pequenas áreas sem fios de cabelo ou pelos;
  • Alopécia areata total: quando ocorre a queda de todos os fios de cabelo;

  • Alopécia areata universal: quando o indivíduo perde todos os pelos do corpo.

Trata-se de uma doença imprevisível e sem causas aparentes que em âmbito mundial atinge 1,7% da população, como observado pelo cirurgião plástico Dr. Milton Peruzzo. Pode atingir homens e mulheres de diferentes faixas etárias, porém é mais comum se manifestar no período entre o fim da infância e o início da vida adulta. Embora não exista nenhuma comprovação científica a respeito do seu surgimento, acredita-se que o fator genético possa ser o principal causador. Além da genética, outro ponto em comum identificado em pacientes é o estresse ou algum trauma sofrido, como explica o dermatologista José R. R. Júnior, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Independente da causa, esse tipo de alopécia é considerado uma doença autoimune, visto que o próprio sistema imunológico do indivíduo ataca os folículos pilosos, causando perda dos fios e impedindo que cresçam novamente.

Não existem sintomas como dor ou coceira. O que faz com que seja fácil identificar se realmente se trata de alopécia areata é a área arredondada e lisa que surge em pequenos pontos no couro cabeludo e outras partes do corpo, e pequenos furos ou riscas nas unhas, em casos mais raros. Já nos casos que deixam o aspecto arredondado, os fios e pelos em torno da área afetada são facilmente arrancados se puxados.

É uma doença imprevisível, e da mesma forma que surge pode desaparecer. Na maioria dos casos os fios voltam a crescem sozinhos, mesmo quando se trata de alopecia areata total ou universal, que são mais difíceis de ocorrer e apresentam quedas maiores. Outra característica própria da doença, porém, é que ela pode surgir novamente meses ou anos após os fios terem crescido novamente.

De qualquer forma, o indicado é obter um diagnóstico para saber se há necessidade de tratamento para acelerar o processo de crescimento, sem descartar a hipótese de que os folículos podem ficar inativos novamente depois de algum tempo. Se adotado, o tratamento não deve ser interrompido até que haja cura, para que o processo não tenha que ser reiniciado.

Tratamentos para alopécia areata

Notar áreas arredondadas sem cabelos no couro cabeludo costuma ser o sinal mais evidente de alopécia areata, porém a consulta a um profissional especializado é sempre recomendada, como enfatiza o dermatologista Dr. Tiago Silveira Lima. Para que o diagnóstico seja correto e eficaz é importante que o paciente apresente algumas informações, como a quanto tempo notou a queda dos fios, se há algum sintoma e se houve algum episódio recente de estresse.

Colhidas as informações, são realizados testes rápidos, e em alguns casos uma biópsia, para então determinar se realmente é alopécia areata e como ela deverá ser tratada. Segundo o Dr. Dráuzio Varella, existem diversos tratamentos que podem ser utilizados, sendo que cada um deles possui suas características e nível de eficácia. Veja abaixo os principais:

  • Injeções de cortisona: são consideradas as mais eficazes contra a alopécia areata, e devem ser aplicadas diretamente na área atingida. Quando bem aceitas fazem os fios nascerem entre 4 e 8 semanas, porém devem ser interrompidas caso não haja nenhuma resposta após 6 meses de aplicação.

  • Corticosteróides em creme: também aplicados diretamente na área a ser tratada, são indicados principalmente para as crianças, uma vez que as injeções costumam ser doloridas. Embora não apresente dor ao paciente, costuma ser menos eficaz.

  • Antralina em creme: seus resultados são bastante variáveis, tratando-se de uma substância considerada antiproliferativa que deve ter aplicação local.

  • Solução de Minoxidil: conhecida por ser vasodilatadora, deve ser aplicada duas vezes ao dia, apresentando eficácia em até 45% dos casos em que é utilizada. Sua principal função é estimular a síntese de DNA presente no folículo piloso.

  • Sensibilizadores de contato: são indicados principalmente quando mais da metade do couro cabeludo for afetado, apresentando resultados após 6 meses de tratamento. O DNCB (Dinitroclorobenzeno) é um exemplo de sensibilizador normalmente utilizado.

É importante ressaltar que os tratamentos com creme costumam demorar mais para apresentar resultados, enquanto que os orais não costumam ser recomendados por que, para presentarem resultados efetivos, precisariam ter uma alta concentração de medicamentos, o que pode levar a diversos efeitos colaterais. A melhora no quadro, porém, irá depender do organismo e aceitação de cada pessoa.

Por ser uma doença que afeta diretamente a auto estima do paciente, o ideal é que haja também o acompanhamento de um psicólogo até que os fios voltem a nascer.

Casos reais de alopécia areata

Como mencionado acima, cada caso é um caso e cada organismo irá reagir de uma forma aos medicamentos e à doença em si, e abaixo estão dois casos reais que comprovam essa afirmação. Confira:

Caso Camila Correa

Apresentou alopécia areata após passar por um momento extremo de estresse ligado a um sequestro. No seu caso, os pelos das sobrancelhas e dos cílios também caíram e, durante os mais de 5 anos de tratamentos à base de géis e vitaminas, voltaram a crescer, assim como os fios de cabelo, porém caíram novamente meses depois, como conta o portal de saúde do Terra.

Caso Laurita Casagrande

Utilizou os tratamentos tradicionais por aproximadamente 20 anos sem notar grandes resultados, até que resolveu buscar na alimentação viva a cura para alopécia areata, como contamos nesse post. Após 4 anos somente com esse tipo de alimentação, seus cabelos e pelos já haviam sido recuperados e não apresentaram novas quedas.

Enfatizamos, mais uma vez, que cada caso é um caso, e muitas pessoas podem não obter resultados ou podem apresentar novas quedas posteriormente, encontrando nos disfarces a melhor saída para esconder a falta dos fios.

Como disfarçar a alopécia areata

Pessoas que apresentam alopécia areata contam com diversas opções para disfarce e até mesmo para proteção contra os raios solares, uma vez que alguns medicamentos podem conter ácido. Entre elas estão:

  • Chapéus;
  • Lenços, normalmente utilizados pelas mulheres;
  • Próteses capilares, feitas sob medida para esconder a área afetada;
  • Perucas, para os casos em que uma grande área do couro cabeludo foi atingida;
  • Micro pigmentação, um processo similar a uma tatuagem, que visa camuflar a área sem os fios.

Agora que você já sabe exatamente o que é alopécia areata, entre em contato conosco ou venha nos fazer uma visita caso tenha a doença ou conheça alguma pessoa próxima que tenha. Nas nossas páginas de perucas femininas, perucas masculinas e próteses você poderá conferir previamente nossos produtos, que podem ser feitos sob medida de acordo com cada caso, tornando o processo de cura muito mais fácil.

Qualquer dúvida ou sugestão, deixe nos comentários.