Tanto pacientes com câncer quanto os amigos e familiares que acompanham de perto o tratamento necessitam entender como ele funciona, o que inclui saber o que são e para que servem os ciclos de quimioterapia. Nesse post você irá conferir o que, afinal, significa esse termo, além de ter conhecimento de um mito relacionado a ele que pode influenciar diretamente a saúde de quem recebe os quimioterápicos.

Confira abaixo.

O que é um ciclo de quimioterapia

A ideia de ciclo remete a algo que acontece repetidas vezes e da mesma forma. Porém, quando se trata de um ciclo de quimioterapia, diz respeito na verdade aos períodos referentes a cada aplicação, que pode ou não ser igual às outras necessárias para que o tratamento funcione. Quando um paciente obtém a informação de que precisará de 4 ciclos, por exemplo, significa que serão necessárias 4 aplicações, com respectivos tempos de repouso entre eles.

Os ciclos podem ocorrer, por exemplo:

  • Semanalmente;
  • A cada 28 dias;
  • A cada 15 dias;
  • A cada 21 dias.

O tempo de repouso se faz necessário para que as células saudáveis do organismo, que também são afetadas pelos medicamentos, possam se recuperar, e a prescrição irá depender de cada caso e de cada medicamento utilizado, como cita o Dr. Felipe Ades, especialista em oncologia. É possível também que, mesmo pré-determinado pelo especialista, o ciclo sofra alterações de acordo com a reação de cada paciente. Portanto, antes de cada aplicação são realizados exames específicos, como o de sangue, para então determinar se é ou não seguro dar continuidade.

De quantos ciclos de quimioterapia cada paciente precisa?

Como em diversas outras áreas da saúde, na oncologia também existem alguns mitos que habitam a mente tanto de pacientes quanto de profissionais da área, como citado pelo Dr. John. L. Marshall. O primeiro deles, por parte de quem está recebendo o tratamento, é que deva existir um número específico de ciclos de forma generalizada. Tal informação não procede, uma vez que, como citado acima, cada pessoa receberá um diagnóstico e tipos diferentes de medicamentos a serem administrados, o que demandará um tempo específico.

O segundo mito, e o mais criticado pelo especialista, parte de profissionais que acreditam que devam existir 12 ciclos para que o tratamento possua eficácia. A ideia adotada, nesse caso, é reduzir o tumor o máximo possível em, por exemplo, 8 ciclos, e utilizar os 4 restantes como uma forma de manutenção ou “garantia” de que os medicamentos foram eficazes. Porém, como citamos nos posts sobre o que é quimioterapia e qual a diferença entre quimioterapia branca e vermelha, existe um nível de toxidade em todos os quimioterápicos, o que inclusive acaba levando aos efeitos colaterais.

O Dr. John frisa, inclusive, que muitos efeitos que alguns pacientes enfrentam são causados pelo excesso de ciclos desnecessários, sendo que o ideal seria obter o máximo dos medicamentos e, logo após, começar a recuar, para evitar maiores desconfortos.

Portanto, agora que você já sabe o que são e para que servem os ciclos de quimioterapia, lembre-se de sempre conversar com seu médico para saber ao certo quantos deles são necessários e se de fato estão surtindo efeito. No primeiro mal-estar sentido, o mesmo já deve ser informado.

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