Se você chegou até esse post, provavelmente quer descobrir o que é a alopécia androgenética feminina e quais são os seus principais tratamentos, e é justamente isso que iremos explicar a partir de agora. Você irá descobrir por que essa alopecia, também conhecida como calvície feminina, se diferencia da masculina e quais são os únicos medicamentos indicados nesse caso.

Para quem não deseja passar pelos tratamentos, listamos também algumas opções de disfarce ou mesmo cirurgia.

Confira a seguir.

O que é alopécia androgenética feminina

É extremamente comum vermos homens carecas ou com falhas capilares e acharmos que a calvície é um problema tipicamente masculino, mas não é. Isso acontece por que os principais causadores dessa deficiência são a hereditariedade e os hormônios, principalmente a testosterona, que também está presente nas mulheres, embora em menor quantidade.

Por esse motivo é mais raro encontrarmos mulheres com calvície e, quando ocorre, nota-se que a perda dos fios costuma ser bem menor do que a que ocorre com os homens. Essa falha, muitas vezes chamada de calvície feminina, nada mais é do que a Alopécia Androgenética Feminina, que torna os fios da frente e do topo da cabeça rarefeitos e extremamente finos, em muitos casos deixando o couro cabeludo à mostra.

Trata-se de algo que abala profundamente a autoestima e pode levar a uma busca desesperada por tratamentos e soluções alternativas, por isso é importante conhecer as principais causas e, se possível, se prevenir.

Como citamos, a principal causa é a presença do hormônio masculino testosterona, que existe em menor quantidade no corpo das mulheres, mas ganha força quando ocorre diminuição dos hormônios femininos, em períodos como a menopausa, e então pode surgir a deficiência.

Segundo o dermatologista Dr. Roberto Barbosa Lima, o processo ocorre da seguinte forma: uma enzima denominada 5-alfa-redutase age sobre a testosterona resultando num terceiro “produto” denominado di-hidrotestosterona (ou DHT). Este, por sua vez, age nos fios deixando-os finos, em tamanhos miniaturizados e mais propensos à queda.

As outras causas conhecidas são:

  • Hereditariedade (uma mulher cujo pai ou mãe teve calvície tem mais chances de adquiri-la);
  • Oleosidade em excesso no couro cabeludo;
  • Uso de produtos químicos em grandes quantidades (para alisamentos, tinturas e etc);
  • Estresse e ansiedade frequentes;
  • Falta de vitaminas e nutrientes devido má alimentação;
  • Força em excesso nos fios (penteados que puxam demais, como tranças);

O uso de certos medicamentos e problemas psicológicos ou de saúde também podem levar à queda de cabelo, porém passado o período de tratamento os fios voltam a se desenvolver normalmente.

Tratamentos para alopécia androgenética feminina

Segundo o Dr. Drauzio Varella, é normal perdermos de 50 a 100 fios de cabelo por dia. Portanto, ao notar um aumento nessa queda, a mulher deve procurar um dermatologista para que sejam feitos os exames que irão determinar se é ou não alopécia androgenética feminina. Entre os mais adotados pelos médicos nesse caso estão os que tem por finalidade identificar alterações de hormônios, ferro e ferritina, pois podem causar anemia, e os que identificam estresse ou ação de algum medicamento que possa levar à perda dos fios.

É comum também realizar uma biópsia, através da qual será possível comparar a quantidade de fios saudáveis em relação à quantidade de penugem, que nada mais é que o fio já enfraquecido e miniaturizado.

Feito o diagnóstico, iniciam-se os tratamentos que tem por finalidade retardar a ação do hormônio masculino e auxiliar no crescimento e fortalecimento dos fios. Para o Dr. Roberto, acima citado, tanto as aplicações de via oral quanto as locais são eficazes, com uso de anti-andrógenos (que irão combater o efeito da testosterona), aplicação de vitaminas e outras opções.

Já o Dr. Otávio Macedo enfatiza que, quando se trata de alopécia androgenética feminina, existem apenas duas opções tópicas eficazes, que são as seguintes medicações:

  • Minoxidil: utilizado para aumentar a quantidade de fios no couro cabeludo;
  • 17-alfa-estradiol: diminui a ação dos causadores da queda no folículo piloso.

A finasterida também pode ser utilizada, mas somente em um ou outro caso mais específico, cabendo ao dermatologista realizar uma avaliação profunda para saber se é de fato necessário. É importante ressaltar que esse medicamento é destinado aos casos de calvície masculina, e pode apresentar resultados diversos no organismo feminino.

Mas os médicos alertam: o resultado pode demorar a aparecer e é preciso seguir todos os passos até o término, sendo que quanto antes identificar o problema e começar a trata-lo, melhor. Caso o tratamento seja interrompido, a queda voltará e será preciso reiniciar com os medicamentos, e caso os fios já tenham se transformado em penugens, dificilmente haverá reversão do quadro.

Outras opções procuradas quando se sabe que os resultados podem não ser a curto prazo são os disfarces através das perucas e das próteses localizadas femininas (confira alguns modelos clicando aqui), e até mesmo a realização de implantes, que retiram os fios de áreas saudáveis para repor os que foram perdidos, sendo que essa alternativa deve ser adotada somente quando não houver outra saída.

Porém, como sempre é possível evitar ou retardar o surgimento dessa deficiência, é bom seguir algumas dicas para manter a saúde dos fios e do couro cabeludo. As recomendações do Dr. Drauzio Varella e do Dr. Luciano Barsanti, diretor médico do Instituto do Cabelo de São Paulo, são:

  • Não use produtos que prometem acabar com a calvície, pois podem surtir efeito contrário;
  • Ao notar o couro cabeludo vermelho, coçando ou com ardência, procure um médico;
  • Não faça dietas malucas para emagrecer. Procure o auxílio de um nutricionista para que seu corpo emagreça sem perder vitaminas e nutrientes;
  • Caso perceba os cabelos mais oleosos que o normal, também procure um médico;
  • Preste atenção à caspa: ela também pode levar à queda dos fios;
  • Não utilize chapinhas e secadores em suas potências máximas. O calor emitido, assim como a água muito quente na lavagem, pode danificar os fios e o couro cabeludo;
  • Nunca utilize cremes em excesso. O Dr. Barsanti alerta: tudo que é bom para o couro cabeludo é bom para os fios, mas o contrário não é verdadeiro;
  • Evite tracionar (puxar) os fios. O uso de tranças, elásticos e tiaras muito apertados podem levar a quedas irreversíveis;
  • Caso precise utilizar peruca, lembre-se de mantê-la arejada e limpa. Algumas dicas sobre esse assunto podem ser conferidas no nosso post Perucas Femininas: Tudo o Que Você Precisa Saber.

Vale lembrar que, que por conta dos fatores naturais do envelhecimento, é comum o aumento da queda ou aparência de cabelo “ralo” após os 50 anos, tanto nos homens quanto nas mulheres. Mas qualquer anormalidade no couro cabeludo ou sinal de que os fios estão caindo mais do que deveriam devem ser comunicados a um dermatologista, afinal, mesmo sabendo o que é alopécia androgenética feminina, você só poderá trata-la com um diagnóstico preciso. Caso seja preciso utilizar peruca ou prótese, você pode contar com o apoio de nossa equipe para te ajudar a disfarçar a alopécia, como no caso abaixo que atendemos:

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